Goiás entregou o Selo Alimento Confiável a 25 pequenas agroindústrias na primeira turma do programa estadual de melhoria da qualidade. A cerimônia ocorreu em 21 de outubro, em Goiânia, após consultoria técnica do Senai em boas práticas de fabricação, adequações sanitárias e gestão da qualidade.
O encontro também marcou a assinatura de um protocolo para ampliar a parceria entre Seapa, Sebrae Goiás e Senai Goiás. Para quem processa leite, mel ou trabalha com avicultura de postura, a notícia abre uma frente de capacitação e organização. Ainda não há, no anúncio oficial consultado, novo edital ou prazo de inscrição para uma próxima turma.

O que a primeira turma entregou
Foram selecionadas 30 agroindústrias de 16 municípios. Vinte e cinco alcançaram aproveitamento superior a 85% nas consultorias do Senai e receberam o selo. A assistência técnica começou em fevereiro de 2025 e foi gratuita para os participantes.
- Produtos atendidos: a primeira turma reuniu unidades de processamento de leite, mel e avicultura de postura.
- O que foi trabalhado: boas práticas de fabricação, adequações sanitárias, gestão e segurança dos alimentos.
- Investimento: o projeto teve R$ 450 mil, sendo R$ 315 mil do Sebrae e R$ 135 mil da Seapa.
O selo não substitui toda a regularização
O Alimento Confiável deve ser visto como uma etapa de melhoria e demonstração de conformidade em boas práticas. Ele não deve ser confundido com registro sanitário ou com autorização automática para vender em qualquer estado. A própria página do projeto trata o Selo Arte e outras certificações como instrumentos distintos, ligados à autenticidade, ao padrão de qualidade e à ampliação de mercado.
Na prática, uma agroindústria que queira participar de uma próxima seleção precisa manter em ordem os registros de produção, as rotinas de limpeza, o controle de água, a identificação dos lotes, os rótulos e a documentação exigida pelo serviço de inspeção aplicável. O selo ajuda a organizar o negócio, mas não elimina essas obrigações.
Também convém separar as portas de mercado. O programa de Goiás melhora processos e segurança dos alimentos. Já o acesso a mercados mais amplos pode depender de inspeção e habilitações específicas, como explicado no guia do Agrocim sobre SISBI-POA para pescado e produtos processados.
O que o produtor deve fazer agora
Se a agroindústria está em Goiás, o passo seguro é acompanhar os canais da Seapa e do Sebrae Goiás antes de gastar com adequações específicas para uma turma que ainda não teve edital divulgado. A primeira experiência mostra o tipo de exigência cobrada, mas não garante seleção futura.
Para quem está fora do estado, a lição é mais simples: procure a assistência técnica e o serviço de inspeção local antes de ampliar a produção. Capacitação em boas práticas reduz retrabalho e perda de produto, mas o caminho de registro e comercialização muda conforme a atividade e a regra aplicada.