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Agricultura

Embrapa reúne produtores de Atibaia para discutir doenças do morangueiro nesta terça

Palestra sobre manejo de doenças do morangueiro ocorre em 27 de outubro, em Atibaia, após uma safra marcada por chuva intensa e perdas na produção.

A Embrapa Meio Ambiente promove nesta terça-feira (27), às 18h30, a palestra “Manejo de Doenças do Morangueiro”, no Parque Duílio Maziero, em Atibaia (SP). A atividade é voltada a produtores, técnicos, engenheiros agrônomos e gestores públicos que acompanham a cultura na região.

O encontro ocorre depois de uma safra marcada por chuvas intensas e frequentes em Atibaia, Jarinu e municípios vizinhos. Segundo a Embrapa, o excesso de chuva aumentou as perdas e reduziu a qualidade de parte dos frutos. A concorrência de morangos congelados importados do Egito também apertou as opções de venda para o excedente que iria à indústria.

Divulgação de dia de campo sobre manejo do morango em Atibaia
Imagem de divulgação de um dia de campo realizado em maio no mesmo polo produtor. Foto: Prefeitura de Atibaia.

O que será discutido

A programação terá participação do professor Henrique da Silva Silveira Duarte, da Universidade Federal do Paraná (UFPR). O conteúdo inclui doenças causadas por patógenos que vivem no solo, manchas foliares e podridões de frutos.

A proposta é apresentar manejo integrado. Esse método combina medidas químicas, biológicas, culturais, genéticas e físicas, escolhidas conforme o problema encontrado na lavoura. A Embrapa não anuncia uma receita única para todos os canteiros: a decisão depende do diagnóstico e das condições do cultivo.

Por que o assunto pesa nesta safra

O morangueiro perde valor comercial quando a doença compromete a aparência, a firmeza ou a conservação do fruto. Na produção vendida in natura, isso pode tirar lotes do padrão exigido. Quando a indústria também compra menos, sobra menos margem para absorver a perda no campo.

Por isso, o foco da palestra não é apenas “tratar a doença”. É reduzir a chance de o problema avançar, preservar a qualidade e combinar medidas que façam sentido para cada área. A orientação técnica também ajuda a evitar aplicação de produto sem confirmação do agente causador.

O que o produtor pode levar para a conversa

  • fotos das folhas, flores e frutos afetados, com a data em que os sintomas apareceram;
  • informação sobre as chuvas, a irrigação e o tempo de molhamento das plantas;
  • nome da cultivar, origem das mudas e histórico da área;
  • registro do que já foi feito no canteiro e do destino principal da colheita.

Esses dados não substituem uma avaliação técnica. Eles ajudam a organizar a conversa e evitam que um sintoma seja confundido com outro problema, como dano de ácaro, deficiência nutricional ou excesso de água.

O que a palestra não resolve sozinha

Uma orientação geral não libera o uso de qualquer defensivo nem substitui a recomendação de um profissional habilitado. Antes de aplicar um produto, o produtor precisa confirmar o diagnóstico, conferir se há registro para a cultura e seguir a bula, o intervalo de segurança e as regras locais. A escolha também deve considerar proteção do trabalhador, do ambiente e dos polinizadores.

Para a pequena propriedade, o ganho mais imediato está em sair da aplicação no escuro. A lavoura deve ser acompanhada por talhão, com anotação dos focos e das condições de umidade. Isso permite comparar a evolução do problema e discutir uma estratégia menos dependente de improviso.

Serviço

  • Evento: palestra “Manejo de Doenças do Morangueiro”;
  • Data: terça-feira, 27 de outubro de 2026;
  • Horário: 18h30;
  • Local: Parque Duílio Maziero, em Atibaia (SP);
  • Público: produtores rurais, técnicos, engenheiros agrônomos e gestores públicos locais.

O produtor de Atibaia e Jarinu que enfrenta doença depois de períodos de chuva deve aproveitar o encontro para levar sintomas e histórico da área, não apenas o nome do produto que pensa em usar. Diagnóstico correto vem antes da aplicação.

Fontes oficiais

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