A Embrapa Meio Ambiente promove nesta terça-feira (27), às 18h30, a palestra “Manejo de Doenças do Morangueiro”, no Parque Duílio Maziero, em Atibaia (SP). A atividade é voltada a produtores, técnicos, engenheiros agrônomos e gestores públicos que acompanham a cultura na região.
O encontro ocorre depois de uma safra marcada por chuvas intensas e frequentes em Atibaia, Jarinu e municípios vizinhos. Segundo a Embrapa, o excesso de chuva aumentou as perdas e reduziu a qualidade de parte dos frutos. A concorrência de morangos congelados importados do Egito também apertou as opções de venda para o excedente que iria à indústria.

O que será discutido
A programação terá participação do professor Henrique da Silva Silveira Duarte, da Universidade Federal do Paraná (UFPR). O conteúdo inclui doenças causadas por patógenos que vivem no solo, manchas foliares e podridões de frutos.
A proposta é apresentar manejo integrado. Esse método combina medidas químicas, biológicas, culturais, genéticas e físicas, escolhidas conforme o problema encontrado na lavoura. A Embrapa não anuncia uma receita única para todos os canteiros: a decisão depende do diagnóstico e das condições do cultivo.
Por que o assunto pesa nesta safra
O morangueiro perde valor comercial quando a doença compromete a aparência, a firmeza ou a conservação do fruto. Na produção vendida in natura, isso pode tirar lotes do padrão exigido. Quando a indústria também compra menos, sobra menos margem para absorver a perda no campo.
Por isso, o foco da palestra não é apenas “tratar a doença”. É reduzir a chance de o problema avançar, preservar a qualidade e combinar medidas que façam sentido para cada área. A orientação técnica também ajuda a evitar aplicação de produto sem confirmação do agente causador.
O que o produtor pode levar para a conversa
- fotos das folhas, flores e frutos afetados, com a data em que os sintomas apareceram;
- informação sobre as chuvas, a irrigação e o tempo de molhamento das plantas;
- nome da cultivar, origem das mudas e histórico da área;
- registro do que já foi feito no canteiro e do destino principal da colheita.
Esses dados não substituem uma avaliação técnica. Eles ajudam a organizar a conversa e evitam que um sintoma seja confundido com outro problema, como dano de ácaro, deficiência nutricional ou excesso de água.
O que a palestra não resolve sozinha
Uma orientação geral não libera o uso de qualquer defensivo nem substitui a recomendação de um profissional habilitado. Antes de aplicar um produto, o produtor precisa confirmar o diagnóstico, conferir se há registro para a cultura e seguir a bula, o intervalo de segurança e as regras locais. A escolha também deve considerar proteção do trabalhador, do ambiente e dos polinizadores.
Para a pequena propriedade, o ganho mais imediato está em sair da aplicação no escuro. A lavoura deve ser acompanhada por talhão, com anotação dos focos e das condições de umidade. Isso permite comparar a evolução do problema e discutir uma estratégia menos dependente de improviso.
Serviço
- Evento: palestra “Manejo de Doenças do Morangueiro”;
- Data: terça-feira, 27 de outubro de 2026;
- Horário: 18h30;
- Local: Parque Duílio Maziero, em Atibaia (SP);
- Público: produtores rurais, técnicos, engenheiros agrônomos e gestores públicos locais.
O produtor de Atibaia e Jarinu que enfrenta doença depois de períodos de chuva deve aproveitar o encontro para levar sintomas e histórico da área, não apenas o nome do produto que pensa em usar. Diagnóstico correto vem antes da aplicação.