Agricultores familiares que produzem feijão no Rio Grande do Sul podem ter acesso a um bônus de 0,16% nas parcelas do Pronaf. A regra vale de 10 de outubro a 9 de novembro de 2026 e cobre operações enquadradas no Programa de Garantia de Preços para a Agricultura Familiar (PGPAF).
O desconto não é dinheiro pago à parte nem muda o preço recebido na venda do feijão. Ele reduz a parcela ou a liquidação do financiamento quando o produto e a operação atendem às regras do programa. A aplicação é feita pelo banco responsável pelo contrato.

Quem pode receber o desconto
O bônus é voltado ao agricultor familiar com financiamento do Pronaf para o produto contemplado e dentro da unidade da federação indicada na portaria. Neste mês, a linha do feijão comum aparece para o Rio Grande do Sul.
Isso não significa que todo contrato de quem planta feijão terá abatimento. É preciso conferir o enquadramento da operação, o produto financiado e a parcela liquidada dentro do período de validade. A portaria de outubro foi publicada no Diário Oficial da União em 8 de outubro.
Quanto está previsto para o feijão no RS
| Produto e estado | Preço de garantia | Preço médio de mercado | Bônus |
|---|---|---|---|
| Feijão — RS | R$ 181,23 por 60 kg | R$ 180,94 por 60 kg | 0,16% |
Os preços usados no cálculo são referentes a setembro de 2026. O percentual é pequeno porque, para o feijão no estado, o preço médio ficou próximo do valor de garantia. O número não representa um valor fixo em reais para todas as parcelas: o desconto depende do saldo e das condições da operação.
Como conferir o bônus no banco
- Separe o contrato ou o extrato do Pronaf e confirme se o financiamento está ligado à produção de feijão no Rio Grande do Sul.
- Confira se a parcela foi paga ou será liquidada entre 10 de outubro e 9 de novembro de 2026.
- Veja no extrato se o bônus de outubro foi lançado no cálculo da parcela.
- Se o desconto não aparecer, procure a agência que fez a operação. O MDA informa que a concessão é automática, sem pedido separado do agricultor.
O que muda para quem vende o feijão
O PGPAF protege a operação de crédito quando o preço de comercialização fica abaixo da referência do programa. Ele não garante comprador, não fixa o preço pago na cooperativa e não substitui a negociação do lote. O ganho prático está na redução da parcela do Pronaf durante a vigência do bônus.
Para quem está fechando a venda da safra, a decisão continua dependendo de qualidade do grão, umidade, frete, prazo de pagamento e preço local. O desconto do Pronaf deve entrar na conta financeira da operação, mas não é motivo, sozinho, para segurar ou vender o lote.
A lista muda todos os meses
O bônus é mensal. A Conab levanta preços e custos, e o MDA publica a portaria com os produtos, estados e percentuais. Por isso, a lista de setembro não vale automaticamente para outubro. A relação completa deste mês está na Portaria SAF/MDA nº 375. O MDA também explica como o agricultor acessa o PGPAF.
Quem tem feijão financiado pelo Pronaf no Rio Grande do Sul deve conferir o extrato agora. O prazo do bônus de outubro termina em 9 de novembro.