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Gestão e Mercado

SP libera crédito de até R$ 30 mil para produtor de Mogi atingido por chuva

Linha do FEAP tem R$ 2 milhões, juros de 3% ao ano e prazo de até 60 meses para produtores de Mogi das Cruzes com danos comprovados pelas chuvas de…

Produtores rurais de Mogi das Cruzes (SP) atingidos pelas chuvas de setembro de 2026 podem pedir crédito emergencial para recuperar a produção. A linha do Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (FEAP) tem limite de até R$ 30 mil por beneficiário, juros de 3% ao ano, prazo de até 60 meses e carência de até 12 meses.

O programa reúne até R$ 2 milhões e não funciona como auxílio automático para qualquer propriedade do município. O produtor precisa comprovar o dano individual, ter a documentação exigida pelo FEAP e apresentar um plano de recuperação feito por técnico habilitado.

Cultivo protegido de hortaliças em estufa na região de Mogi das Cruzes
Produção de hortaliças em cultivo protegido na região atendida pela CATI de Mogi das Cruzes. Foto: CATI/SAA-SP.

Quem pode acessar

A Deliberação CO-25, publicada no Diário Oficial em 15 de outubro, restringe a linha a beneficiários enquadrados nas regras do FEAP e com Declaração de Aptidão ao FEAP (DAF) válida. A atividade produtiva deve estar em Mogi das Cruzes e ter sido atingida pelos eventos climáticos de setembro.

O dano e a necessidade do financiamento precisam ser atestados por técnico habilitado da CATI ou do ITESP. Estar em uma área que sofreu chuva forte, sozinho, não garante o crédito. A deliberação exige comprovação individual do prejuízo.

O que o financiamento pode cobrir

O Plano Simples pode incluir despesas de custeio e investimento ligadas diretamente à recuperação da atividade. Entram, conforme o dano comprovado, insumos, replantio, recomposição de áreas, conserto ou reposição de estruturas, irrigação, abastecimento de água, máquinas, equipamentos, implementos, materiais, mão de obra e serviços.

Também podem ser incluídos fertilizantes, corretivos, defensivos agrícolas, mudas, sementes fiscalizadas ou certificadas, rações, suplementos e medicamentos comprados até 180 dias antes da formalização. Nesse caso, a compra deve ser comprovada por nota fiscal e ser compatível com o empreendimento financiado. Despesas totalmente quitadas antes da formalização não entram nessa exceção.

Como pedir o crédito

O primeiro passo é procurar a Casa da Agricultura da CATI ou o escritório local do ITESP até 31 de dezembro de 2026. Leve os documentos da atividade e os comprovantes do prejuízo. O técnico fará a avaliação, montará o Plano Simples e encaminhará a proposta à Desenvolve SP para análise e contratação.

Depois da liberação, os comprovantes fiscais da aplicação do dinheiro devem ser entregues em até 30 dias após cada parcela. Se o crédito sair de uma vez, o prazo conta sobre o valor total. Beneficiários atingidos também podem pedir a prorrogação de parcelas vincendas de operações do FEAP/BANAGRO, seguindo as regras específicas do fundo.

Atenção antes de assinar

O limite de R$ 30 mil é o teto, não um valor garantido. O financiamento depende do dano reconhecido, do Plano Simples e da capacidade de pagamento avaliada no processo. Para quem perdeu canteiros, estufas, irrigação ou equipamentos, vale organizar fotos, notas fiscais e registros da produção antes de procurar a assistência técnica.

A medida é regional e tem prazo definido. Produtor de outro município paulista, ou quem não consegue comprovar o dano individual, não deve tratar essa linha como crédito emergencial disponível automaticamente.

Fontes oficiais

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