Pular para o conteúdo
Aves

Mapa confirma foco de Newcastle em SC: o que o pequeno criador deve fazer

O Mapa confirmou um foco de doença de Newcastle em uma criação comercial de perus em Santa Catarina. Veja quando notificar o Serviço Veterinário Oficial e o que evitar na…

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou um foco de doença de Newcastle em uma criação comercial de perus em Nova Itaberaba, Santa Catarina. Para o pequeno criador, a notícia muda uma coisa prática: morte súbita, sinais respiratórios, neurológicos ou digestivos nas aves devem ser comunicados imediatamente ao Serviço Veterinário Oficial (SVO). Não espere descobrir sozinho se é Newcastle.

O foco foi confirmado em 18 de outubro, depois de investigação e análise no Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de São Paulo. A propriedade tinha cerca de 6 mil perus, foi interditada e teve a movimentação de aves suspensa. O Mapa informou que as aves permaneceram no local e não foram destinadas à produção de carne para consumo.

Criação de aves em estrutura cercada, imagem contextual sobre biossegurança
Criação de aves em estrutura cercada. Imagem contextual; não é o estabelecimento atingido em Santa Catarina. Foto: Earthdirt/Chris Packard, CC BY 3.0.

O que já foi feito em Santa Catarina

As medidas previstas para o foco incluem a eliminação das aves da propriedade, seguida de limpeza, desinfecção e aplicação dos protocolos oficiais de controle. O Mapa também delimitou uma área de restrição que envolve Nova Itaberaba e os municípios vizinhos de Coronel Freitas, Nova Erechim e Águas Frias.

Nessa área, aproximadamente 133 propriedades serão acompanhadas. As equipes devem fazer visitas, avaliar clinicamente as aves e coletar amostras para análise. Isso não significa que toda criação de aves do Brasil esteja sob restrição. A regra local é definida pelo SVO conforme a investigação.

Quando o criador deve notificar

O Mapa considera suspeita a presença de sinais respiratórios, neurológicos ou digestivos compatíveis com síndrome respiratória e nervosa das aves. Em criações de subsistência, a mortalidade súbita e elevada também exige comunicação. Em plantéis comerciais, entram ainda a queda no consumo de água e ração, redução na produção de ovos ou aumento de ovos malformados quando esses sinais aparecem junto com maior mortalidade.

Os sinais não confirmam a doença por conta própria. Newcastle e outras enfermidades podem produzir sintomas parecidos. A confirmação depende de investigação e diagnóstico laboratorial. Por isso, o produtor não deve tentar fechar o diagnóstico pela aparência das aves nem esperar a mortalidade aumentar.

O que fazer diante de uma suspeita

A comunicação deve ser imediata à Unidade Veterinária Local (UVL) ou ao canal disponível do Serviço Veterinário Oficial mais próximo. Informe a localização exata da criação, o número de aves, quando os sinais começaram e se houve entrada ou saída recente de animais, pessoas, veículos ou equipamentos.

Até receber orientação, evite movimentar aves do lote suspeito e não compartilhe caixas, bebedouros, roupas ou ferramentas com outras criações. O Mapa aponta a biosseguridade e a redução do contato das aves domésticas com outras aves como medidas centrais para limitar a entrada do vírus no plantel. Não use antibiótico ou vacina por conta própria como tentativa de mascarar o problema.

O que a confirmação muda para quem vende aves e ovos

O Mapa afirmou que o consumo de produtos avícolas submetidos à inspeção sanitária oficial permanece seguro. Essa informação se refere aos produtos dentro do sistema de inspeção. Ela não dispensa a comunicação de suspeitas em criações de fundo de quintal, nem substitui a orientação do SVO para ovos, aves ou produtos de uma propriedade sob investigação.

O foco confirmado está em uma criação comercial de perus em Santa Catarina. A notícia não prova que haja doença em uma pequena criação de outro estado. Mesmo assim, morte repentina, dificuldade respiratória, sinais nervosos, diarreia ou queda anormal na postura são motivo para acionar a defesa sanitária sem demora.

Recomendação para a pequena criação

O procedimento mais seguro é simples: observe o lote todos os dias, registre mortes e mudanças no consumo ou na postura e tenha o contato da UVL salvo. Se aparecer um conjunto de sinais compatíveis, comunique antes de transportar ou vender aves. A decisão sobre isolamento, coleta, movimentação e demais medidas cabe ao Serviço Veterinário Oficial.

Fontes oficiais: confirmação do foco pelo Mapa; medidas e monitoramento das propriedades; critérios de notificação ao SVO.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *