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Agricultura

Cemaden prevê risco alto de inundação em áreas de SP, RS e SC até domingo; veja o que revisar

O CEMADEN aponta risco alto de eventos hidrológicos em áreas do Sul e de São Paulo entre 23 e 25 de outubro. Veja o que o pequeno produtor deve proteger…

O CEMADEN prevê risco alto de eventos hidrológicos no sábado (24) em áreas de Ijuí e Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, e Chapecó, em Santa Catarina. No domingo (25), o risco alto aparece na região de Sorocaba, em São Paulo. O cenário também inclui risco moderado em outras áreas do Sul, Sudeste e em Campo Grande (MS).

Para a pequena propriedade, a prioridade é tirar ração, sementes, defensivos, documentos e equipamentos das partes baixas antes da chuva. Também é hora de conferir saídas de água, cercas, acesso ao curral e rotas que podem ficar isoladas. O mapa do CEMADEN indica áreas de risco, não uma condição igual para todos os municípios.

Mapa do CEMADEN mostra áreas com risco hidrológico em 25 de outubro de 2026
Mapa oficial do CEMADEN; previsão válida para 25/10/2026.

Onde o CEMADEN vê risco neste fim de semana

Na sexta-feira (23), o órgão classifica como moderado o risco de eventos hidrológicos em áreas de Uruguaiana, Ijuí e Passo Fundo, no Rio Grande do Sul; Chapecó, em Santa Catarina; e Cascavel e Curitiba, no Paraná. No Sudeste, entram Campinas, São Paulo e São José dos Campos, em São Paulo; Pouso Alegre e Belo Horizonte, em Minas Gerais; e Rio de Janeiro e Petrópolis, no Rio de Janeiro.

No sábado, o risco sobe para alto em Ijuí, Passo Fundo e Chapecó. O CEMADEN relaciona o cenário à chuva prevista e aos acumulados dos últimos 15 dias, que podem favorecer enxurradas, alagamentos, extravasamento de córregos e novas inundações na bacia do rio Uruguai. Há risco moderado em outras regiões de Santa Catarina e do Paraná, além de Sorocaba, em São Paulo.

No domingo, o risco alto é indicado para a região de Sorocaba, com atenção especial aos municípios da bacia do rio Ribeira de Iguape. O órgão também aponta risco moderado em áreas de Presidente Prudente, Marília, Bauru, Ribeirão Preto, Araraquara, Campinas, São Paulo e São José dos Campos; Pouso Alegre; Volta Redonda-Barra Mansa, Rio de Janeiro e Petrópolis; Londrina e Curitiba; e Campo Grande.

As regiões citadas são recortes de planejamento do CEMADEN. A previsão não significa que toda a cidade ou toda a propriedade terá alagamento. O relevo, a posição do terreno, a distância de córregos, a drenagem e a chuva que realmente cair mudam o risco dentro de uma mesma região.

O que revisar na lavoura e no sítio

Comece pelos pontos que costumam virar prejuízo rápido:

  • Insumos: leve sacos de sementes, ração, fertilizantes e produtos armazenados para um local seco e acima do piso. Mantenha as embalagens fechadas e siga a orientação de armazenamento do rótulo.
  • Máquinas: retire tratores, roçadeiras, bombas e ferramentas de áreas sujeitas a enxurrada. Não deixe combustível, bateria ou equipamento elétrico em local que possa receber água.
  • Animais: confira cercas, porteiras, bebedouros e o caminho até o abrigo. Evite deixar o rebanho em baixadas, perto de córregos ou sob encostas instáveis.
  • Água: desobstrua a entrada e a saída de água onde isso puder ser feito com segurança. Não abra valeta ou opere máquina durante chuva forte, enxurrada ou risco de deslizamento.
  • Acesso: avise quem depende da estrada interna, combine uma rota alternativa e deixe telefone carregado. Uma ponte baixa pode ficar intransponível mesmo quando a sede da propriedade ainda parece segura.

O acompanhamento da Conab para a semana de 19 a 26 de outubro já registrava excesso de umidade dificultando plantio, colheita e manejo em partes do Sul e do Sudeste. A chuva adicional pode aumentar a compactação do solo, reduzir a janela de entrada de máquinas e favorecer doenças em áreas com baixa ventilação. Não entre na lavoura apenas para aproveitar uma pequena abertura de tempo se o solo estiver sem condições de tráfego.

Cuidados com estrada, água e energia

O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional orienta não atravessar ruas, pontes ou áreas alagadas a pé, de moto ou de carro. A correnteza pode esconder buracos, bueiros e erosões. A mesma regra vale para a estrada da propriedade: se a água passou por cima, espere baixar e confira o caminho de um ponto seguro.

Depois de uma inundação, não use poço, mina ou fonte natural sem verificar a segurança da água. Alimentos e ração que tiveram contato com a água devem ser separados. Equipamentos elétricos molhados não devem ser religados antes de avaliação adequada. Em caso de rachadura no terreno, movimentação de encosta ou poste caído, afaste pessoas e animais e acione a Defesa Civil local.

Como usar o alerta sem generalizar o risco

O melhor uso da previsão é cruzar o mapa com a realidade da propriedade. Quem está em baixada, margem de rio, fundo de vale ou pé de encosta precisa antecipar a retirada de materiais e a proteção dos animais. Quem está em área mais alta ainda deve conferir o acesso, porque a interrupção pode ocorrer na estrada municipal ou na ponte de saída.

Para obras permanentes, não basta raspar um canal de qualquer jeito. Terraços, bacias de retenção, drenagem e travessias precisam considerar declividade, tipo de solo, volume de água e regras ambientais locais. O artigo do Agrocim sobre dimensionamento de terraços e armazenamento de água ajuda a separar uma medida planejada de uma abertura emergencial que apenas desloca o problema para o vizinho.

Fontes e atualização

O CEMADEN publicou a previsão em 22 de outubro e separou o cenário por dia e por tipo de risco. A classificação pode mudar com a chuva observada. Acompanhe a Defesa Civil do município, os avisos oficiais e as condições da estrada antes de sair.

Fontes: CEMADEN — previsão de riscos geo-hidrológicos para 23 a 25/10/2026; Conab — monitoramento semanal das condições das lavouras; MDR — recomendações para inundações.

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