Belo Horizonte vai ganhar dois novos pontos de venda de hortaliças em estações de ônibus. A Estação Pampulha começa a receber a barraca na sexta-feira (23), e a Estação Vilarinho terá o novo ponto a partir de terça-feira (27). Os dois funcionam das 16h às 20h.
Para o agricultor familiar da Região Metropolitana, a notícia abre um canal de venda direta no fim do dia, mas não significa compra garantida nem entrada automática no programa. O produtor precisa confirmar com a Prefeitura as regras atuais de credenciamento, os produtos aceitos e a capacidade de atendimento antes de aumentar o plantio para esse mercado.

Onde ficam os novos pontos
Estação Pampulha: Avenida Portugal, 3.700. A barraca ficará próxima ao elevador da plataforma das linhas alimentadoras e funcionará às sextas-feiras, das 16h às 20h.
Estação Vilarinho: Avenida Vilarinho, 2.750, em Venda Nova. O atendimento será às terças-feiras, das 16h às 20h, junto da feira de agricultura urbana que já funciona no local.
A Prefeitura informa que os novos pontos serão administrados por agricultores que venderão hortifrutigranjeiros e produtos da agricultura familiar. Na Vilarinho, também haverá hortaliças agroecológicas da agricultura urbana. A proposta é aproximar quem produz de quem passa pela estação no caminho de volta para casa.
O que o produtor deve conferir antes de tentar vender
O Programa Direto da Roça trabalha com frutas, verduras e legumes vendidos diretamente ao consumidor. A página do programa informa que participam produtores da agricultura familiar da Região Metropolitana de Belo Horizonte. Ela também mantém a lista de pontos e o contato da Gerência de Fomento às Feiras de Segurança Alimentar e Nutricional.
- Credenciamento: confirme se existe seleção ou vaga aberta para o ponto desejado. A notícia sobre as novas estações não substitui um edital ou uma licença.
- Mix e volume: pergunte quais produtos têm espaço e qual frequência de abastecimento faz sentido. Folhosas, raízes, frutas e produtos caseiros exigem ritmos diferentes de colheita e transporte.
- Logística: calcule a saída da propriedade, a chegada antes das 16h, as caixas, a conservação e o retorno do que não for vendido. O horário favorece a venda no fim do dia, mas também encurta a janela para reposição.
- Conta da venda: compare o preço recebido no ponto com frete, embalagem, perdas e horas de trabalho. Venda direta reduz intermediários, mas não elimina custo de comercialização.
Quando esse canal faz sentido
O canal tende a ser mais interessante para quem já produz perto de Belo Horizonte, consegue separar uma quantidade regular e tem variedade para atender consumidores durante a semana. Uma horta pequena pode começar com o excedente bem classificado, sem plantar um talhão inteiro antes de conhecer a saída.
Para quem está longe das estações ou depende de um único dia de venda, o frete e a sobra podem pesar mais que a margem. Nesse caso, vale confirmar primeiro se existe outro ponto do programa mais próximo ou se a comercialização coletiva reduz o custo de deslocamento.
Onde confirmar as regras
Antes de preparar uma entrega específica para Pampulha ou Vilarinho, confirme a participação com a Gerência de Fomento às Feiras de Segurança Alimentar e Nutricional da PBH: (31) 3277-4746 ou gfsan@pbh.gov.br. A Prefeitura também mantém a página Direto da Roça com informações do programa.
A recomendação prática é simples: primeiro confirme a regra e o ponto de venda; depois ajuste plantio, colheita e transporte. As novas estações ampliam o acesso ao consumidor, mas não substituem a conta da produção nem garantem a venda do lote.