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Agricultura

Embrapa mostra provas de desempenho da raça Charolesa em Bagé; veja o que interessa ao pequeno criador

Embrapa Pecuária Sul apresenta em Bagé provas de ganho de peso, eficiência alimentar e emissão de metano da raça Charolesa. Veja o que esses dados ajudam o pequeno criador a…

A Embrapa Pecuária Sul e a Associação Brasileira de Criadores de Charolês (ABCC) realizam em 24 de setembro, às 9h, um Dia de Campo em Bagé (RS). A atividade é aberta ao público e vai apresentar provas usadas para comparar desempenho, eficiência alimentar e emissão de metano de animais da raça Charolesa.

Para o pequeno criador, a notícia interessa menos como convite para comprar genética e mais como aula sobre o que medir antes de escolher um reprodutor. Ganho de peso, consumo de alimento e adaptação ao sistema precisam entrar na decisão junto com pasto, clima, sanidade e custo.

Pesquisador fala em atividade de campo da Agricampanha, imagem contextual sobre avaliação de desempenho e manejo
Atividade de campo aproxima pesquisa, manejo e decisão do produtor.

O que será apresentado em Bagé

O evento ocorre no Centro de Excelência em Genética, Nutrição e Sustentabilidade da Embrapa Pecuária Sul. O acesso é pela BR-293, próximo à Polícia Rodoviária Federal, na entrada que leva à área onde são feitas as avaliações. A programação integra a Exposição Nacional Charolês 2026.

As provas são realizadas em Bagé há 10 anos, segundo a Embrapa, com metodologias padronizadas. A parceria busca gerar informação objetiva para a seleção de animais voltados à produção de carne e ao melhoramento genético.

Três medidas que não devem ser confundidas

Prova de Avaliação a Campo

A PAC compara reprodutores em condições semelhantes de criação. Entre os critérios estão ganho de peso e composição da carcaça, usados na formação do índice final da prova. O resultado ajuda a comparar animais dentro de um ambiente definido. Não garante o mesmo desempenho em qualquer pastagem ou clima.

Prova de Eficiência Alimentar

A PEA procura identificar animais que consomem menos alimento e mantêm crescimento mais acelerado. Isso pode ajudar a selecionar genética com melhor uso da ração ou do pasto. Na propriedade, porém, a economia depende da qualidade do alimento, da lotação, do manejo e do preço dos insumos.

Prova de Emissão de Gases

A PEG mede o metano emitido e relaciona o resultado ao alimento consumido e ao peso vivo produzido. É uma medida de eficiência ambiental e produtiva. Não deve ser lida isoladamente nem transformada em promessa de redução de custo para cada rebanho.

O que o pequeno criador pode aproveitar

A principal lição é montar um histórico simples do rebanho. Registre nascimento, peso em datas fixas, origem do animal, consumo quando houver controle, problemas sanitários e desempenho das matrizes. Sem uma régua mínima, a escolha do touro vira preferência visual ou indicação de vizinho.

Também é preciso separar genética de estrutura. Um reprodutor superior não corrige pasto curto, mineralização inadequada, lotação acima do suportado ou falha no controle sanitário. Antes de investir, compare o objetivo do cruzamento com a oferta de alimento e com o mercado de bezerros ou animais terminados.

Quando a informação vira decisão

Para uma pequena propriedade, os dados das provas fazem mais sentido como critério de comparação do que como ordem para adotar a raça Charolesa. O criador que trabalha a pasto deve perguntar se o animal escolhido tem desempenho compatível com seu ambiente e se a reposição, a assistência e a alimentação cabem no caixa.

A recomendação prática é visitar eventos técnicos, anotar quais características são medidas e levar essas perguntas ao técnico ou à associação de criadores. Não basta comprar um animal anunciado como melhorador: é preciso conferir a avaliação, o sistema em que ela foi feita e a compatibilidade com o rebanho.

Fonte: Embrapa Pecuária Sul, notícia publicada em 18 de setembro de 2026.

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