Flávio: Agro é tratado como lixo pelo atual governo, diz na Agrishow
Flávio detonou o governo na Agrishow 2024 ao afirmar que o Agro é tratado como lixo pelo atual governo. O empresário, dono da Riachuelo, soltou a frase durante um painel lotado em Ribeirão Preto, onde produtores de todo o país se reuniam para debater rumos do setor. A declaração ecoou forte entre quem ouvia, muitos assentindo com a cabeça enquanto lembravam barreiras recentes impostas à exportação.
Flavio não parou por aí e ligou a crítica a políticas que, segundo ele, ignoram o peso do agronegócio na balança comercial. O Brasil exportou US$ 167 bilhões em produtos agropecuários em 2023, número que sustenta o país, mas enfrenta entraves burocráticos e tributários crescentes. Ruralistas presentes no evento relataram que a fala resume o sentimento de descaso acumulado nos últimos meses.
A Agrishow, maior feira agro do mundo, reuniu 140 mil visitantes este ano e serviu de palco para desabafos como esse. Flávio, que tem se posicionado como voz ativa em defesa do campo, apontou para o aumento de exigências ambientais e fiscais que complicam a vida de quem planta. Cooperados de Mato Grosso, por exemplo, mencionaram no local como isso afeta a logística de soja para os portos.
O impacto da declaração de Flávio na Agrishow
A frase Agro é tratado como lixo pelo atual governo viralizou nas redes logo após o painel, com produtores compartilhando trechos em grupos de WhatsApp e fóruns do setor. Técnicos de cooperativas no Nordeste viram naquilo um alerta para culturas como algodão e frutas, que dependem de crédito acessível e isenções rápidas. Um vídeo postado por um canal do YouTube de um agricultor baiano, o perfil Campo Alerta, já passava de 50 mil views em poucas horas, mostrando Flávio gesticulando com veemência.
Empresas de insumos presentes na feira, como Yara e Mosaic, notaram o burburinho nos estandes. Elas sabem que políticas restritivas podem encarecer fertilizantes importados, já pressionados por dólar alto. Quem gerencia lavouras de milho no Centro-Oeste sente isso na pele: custos subiram 15% em média nos últimos 12 meses, conforme relatório da CNA divulgado em abril.
Críticas específicas ao governo e respostas do setor
flavio citou o Funrural e a reforma tributária como exemplos de medidas que punem em vez de incentivar. O tributo incide sobre a folha de pagamento rural, algo que cooperativas de suínos no Sul contestam há anos por desequilibrar a concorrência com importados. No Norte, produtores de cacau em Rondônia relatam em assembleias que barreiras fitossanitárias atrasam certificações para a Europa.
O setor reage com mobilizações. A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) emitiu nota apoiando a visão de Flávio, pedindo diálogo urgente com o Planalto. Empresas como JBS e BRF, que lidam com bovinos e aves, veem risco em uma agenda que prioriza regulação sobre produtividade. Um estudo da USP, publicado no portal AgroAnalysis em março, mostra que o agro responde por 27% do PIB nacional, mas recebe apenas 8% dos investimentos públicos em infraestrutura.
Agrishow destacou inovações como drones e IA para manejo, mas o clima político ofuscou parte das novidades. Flávio defendeu que o governo deveria mirar na eficiência em vez de vilanizar o campo, ecoando queixas de técnicos em Mato Grosso do Sul sobre demora em liberações de defensivos. Relatos de fóruns como o do Canal Rural indicam que 70% dos entrevistados online concordam com a percepção de tratamento desigual.

Exemplos regionais e o que produtores esperam daqui pra frente
No Nordeste, cooperados de Pernambuco enfrentam seca agravada por falta de linhas de irrigação federais ágeis. A declaração de Flavio ressoou em um fórum do YouTube do produtor José Américo, de Petrolina, que comentou: aqui o agro segura empregos, mas o crédito demora. No Piauão, com expansão de grãos, ruralistas cobram redução de ICMS sobre combustível para máquinas.
Sul e Centro-Oeste dominam as pautas, mas o Norte ganha voz com café robusta no Espírito Santo e Rondônia. Universidades como a Embrapa publicaram dados em maio mostrando que exportações de café subiram 20%, apesar de entraves logísticos. Flávio sugeriu parcerias público-privadas para portos e estradas, algo que cooperativas de soja em Goiás já testam com sucesso em rodovias privatizadas.
Empresas do setor planejam ações conjuntas. A Abiec, de exportadores de carne, marcou reuniões com o Ministério da Agricultura para discutir tributos. Quem planta milho em Minas Gerais espera que vozes como a de flavio pressionem por isenções em sementes. Tendências apontam para maior judicialização se o diálogo falhar, como visto em ações contra o Conab por atrasos em leilões.
O Agro é tratado como lixo pelo atual governo virou mantra em rodas de conversa pós-Agrishow. Produtores agora miram em audiências públicas e eleições municipais para cobrar mudanças. Cooperativas como a Coamo, no Paraná, já articulam abaixo-assinados por crédito rural ampliado. Fique de olho nos próximos eventos do calendário agro, como o Showtec em Dourados, onde esses temas devem ferver mais.